Direção
Ficha Técnica
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Sobre a Produção

Rosane Svartman

Premiada roteirista e diretora de cinema e televisão.

Formou-se em cinema pela UFF (Universidade Federal Fluminense).

Principais trabalhos:

Diretora e roteirista de "Como Ser Solteiro", (Prêmio Especial do Júri e de Melhor Ator no Festival de Brasília 97, Prêmio do Público no Festival de Filme Brasileiro em Miami 98) e "Como Ser Solteiro - A Série" (exibida Multishow e Canal Brasil).

Dirigiu 8 curtas metragens, ganhando Melhor Direção e Melhor Roteiro por Anjos Urbanos. Cabeça de Copacabana e Suspiros Republicanos são curtas realizados a partir de roteiros premiados em editais do MINC, Petrobras e Riofilme.

Roteirista de "Drão", episódio do filme "Veja Esta Canção", "Mangueira, Amor a Primeira Vista", "Amor Que Fica" e "Amor Quase Perfeito", minissérie do canal Multishow - 1996/99/01 dirigida por Marco Altberg e "Confissões de Adolescente" dirigido por Daniel Filho 1995.

Em televisão, entre outros, dirigiu "Casseta e Planeta" e "Garotas do Programa" para Rede Globo de Televisão, além de "Afinando a Língua" e "Não é o que Parece", para o Canal Futura.


ENTREVISTA - ROSANE SVARTMAN

Como foi adaptar a peça para o filme?

Desde que a peça nasceu, já existia a idéia de adaptá-la para o cinema. Tentei fazer isso, mas não deu muito certo, pois quando estávamos escrevendo a peça fizemos um exercício enorme para deixa-la bem teatral, e quando fizemos a adaptação do roteiro para o cinema todos achavam que ainda tinha muita coisa de teatro. O engraçado é que quando escrevíamos a peça, todos falavam que estava muito cinematográfico. Por isso convidamos o Carlos Lombardi que conseguiu dar esse salto e trazer essa história para o cinema.


No filme vocês usaram muitos conceitos usados na peça?

De certa forma, acho que o filme está bem diferente da peça. Na minha primeira tentativa de fazer o filme ele havia ficado muito parecido com a peça e não funcionava. Com a entrada do Lombardi, suas idéias loucas, estonteantes e infindáveis trouxeram fizeram diferença no roteiro. No filme, Rodrigo tem uma personalidade diferente e Lia também. A peça começava em 1970, enquanto o filme se inicia em 1980 com outros acontecimentos e novas histórias, mas mantendo o argumento inicial: um casal que não consegue ficar junto e não consegue ficar separado.


Na peça são outros atores. Como vocês chegaram a Juliana Paes e ao Dan?

Quando você escala um elenco para um filme, até mesmo para uma peça ou para qualquer produto, você tem que conquistar o ator para fazer o trabalho e ele tem que te conquistar e mostrar que é capaz de se transformar no personagem que você idealiza. É esse o processo. As leituras, tanto do Dan quanto da Juliana, foram muito legais. Quando você pensa em um casal como o Dan e a Juliana, as pessoas falam "Que casal?!". E isso faz todo sentido ao filme: "Não conseguem ficar juntos, não conseguem ficar separados", eles são muito diferentes, eles têm carreiras muito diferentes, eles têm tipos físicos diferentes e isso deu um ganho para a história e para os personagens.


Como foi a escolha dos outros atores?

É um quebra-cabeça porque tem que ser um elenco equilibrado e fazer sentido. Acho que conseguimos um elenco muito rico. Assim como o Dan tem uma trajetória totalmente diferente de Juliana, há no filme pessoas com trajetórias distintas também. Temos o Hugo Carvana que é um mestre do cinema, maravilhoso ator e diretor, tem o Erik Marmo que é um cara que está começando, com uma carreira que veio da televisão e a Christine Fernandes que já fez, sei lá, sete filmes, que tem uma carreira muito calcada em cima da TV.


Qual é sua expectativa quanto ao sucesso do filme?

Não dá para não ter nenhuma expectativa com o que vai acontecer com o filme, mas eu tento não pensar nisso e deixo para os meus produtores e a distribuidora essa tarefa de pensar no que vai acontecer daqui para frente. Afinal, isso que eles fazem muito bem, muito melhor do que eu.


Você tem alguma preferência entre trabalhar com cinema ou televisão?

Não. Cinema é maravilhoso, eu adoro dirigir cinema, você pegar um roteiro e ir vendo, aos poucos, ele ficar pronto, mas eu não consigo viver só de dirigir cinema, gosto de dirigir televisão também. Não tem nenhum preferido, cinema é maravilhoso, é mágico, mas o desafio da TV também é bacana.


Fale um pouco sobre a participação de Ernesto Piccolo no filme?

Foi muito bom trazer o diretor da peça "Mais Uma Vez Amor" para dentro do filme, ele me ajudou na preparação dos atores e foi fundamental. Tudo que dá para fazer antes, decupar, eu sou a maior caxias, adoro ficar decupando a cena, imaginando, botando no papel os planos e ensaiar tudo o que der para preparar antes para chegar no set já com meio caminho andado. Eu acho que vale a pena.